15.1.06
Uma amostra do gibi "A Guerra das Idéias" do especialista em "mensagegens subliminares" Flavio Calazans
Info em: http://www.ccqhumor.com.br/artigos01a05/hq-guerra%20das%20ideias.htm
e no sítio do autor: www.calazans.ppg.br
O quadrinho pode ser baixado em: http://hdvirtual.blogspot.com/
(procure o hd virtual onde o gibi está disponível e o acesse com a senha "rapadura")

posted by FABIO R |
17:39
11.1.06
Duas imagens de Geraldo Vandré
montagem a partir de foto da capa da revista Vip nº119 de 1995.
foto cedida pela ed. abril para o disco Vandré de 1968.
Abaixo: texto que aparece no verso deste disco de vinil que tenho em edição de 1993.
"A verdade é que, quando Geraldo Vandré apareceu compondo, a música popular brasileira estava ficando cada vez menos brasileira e muito menos popular. E seu primeiro sucesso, como compositor, ¿ um samba bem feito de parceria com Carlos Lyra - dispensava de uma vez a formulados diminutivos frívolos e gratuitos, tão usados pelos bossanovistas de então. Era. o'ano de 1S60 e este primeiro sucesso foi "Quem quiser encontrar o amor", feito de parceria com Carlos Lyra e lançado em discos BGE. A música marcava uma primeira procura da nossa realidade cultural. Abria mão daquela chave fácil e jazif içada de estruturar composições. Daí Vandré se animou para uma tentativa mais série e, sobretudo, pioneira: a de apropriar-se de uma temática nordestina, trabalhando-a num tipo de canção de conteúdo bem mais coletivo. O resultado desta pesquisa de dois anos refletiu-se concretamente nas músicas "Canção Nordestina" e "Pica Mal com Deus'' (1962). A esta altura do campeonato começou a ficar clara a necessidade de símbolos de comunicação mais coletivos e mais identificados com » nossa realidade. E Vandré trabalhava na frente, muitas vezes (digo: quase sempre) contra a expectativa dos donos de nosso mecanismo de divulgação musical. Mas nem por isso deixou de fazer suas canções.
A marcha de rancho "Porta-Estandarte", de parceria com Fernando Lona, deu a Vandré a certeza de estar no caminho mais indicado para fazer música participante e brasileira. E lhe deu também o primeiro lugar no II Festival Nacional da Música Popular Brasileira, organizado pela extinta ¿TV Excelcior. Tornava-se portanto vitorioso o esforço em busca de uma "canção de rua".
Neste LP, "Vandré" ¿ estão 13 das músicas que mais definem seu teabaBiQ (já compôs pouco mais de meia centena). E a fórmula de vesti-las foi a mais simples possível. A importância mais deste trabalho é que ele revela uma experiência nova e também pioneira de Geraldo Vandré. Trata-se da utilização ¿ pela primeira vez em termos urbanos ¿ de instrumental autêntico da moda de viola do Centro Sul do País. Os temas sáo desenvolvidos de maneira original, com bastante criatividade. E é na medida deste desenvolvimento que a moda de viola ganha condições de conquistar o público ílas cidades. (Nada a ver com as exibições caricatas de Tónicos, Tinocos, etév e tal). O sentido universalista deste tipo de moda de viola lhe dá condições, inclusive, de abrir uma faixa maior do mercado consumidor, como aconteceu com as tentativas dos autores de Bossa Nova de voltar ao morro (por iniciativa de Lyra) ou ao samba-de-roda baiano (por iniciativa de Ba-den Powell). O caminho atual de Vandré resulta de um trabalho iniciado quando ele foi chamado a compor as músicas do filme "A Hora e a Vez de Augusto Matraga". No "Réquiem para Matraga", por exemplo, foi mantida a mesma Unha de, instrumentação usada no filme (viola, violão e triângulo).^
Os violões que se ouvem são de Heraldo e Théo, que ao lado de Airton (ritmo) formam um trio ¿ O Trio Novo ¿ de rara unidade. O arranjo de "Porta-Estandarte" (música já gravada) foi simplificado por sugestão de Vandré: neste disco aparecem apenas dois violões e um coro misto, predo-minantemente em uníssono. Em "Quem quizer encontrar o amor" encon-traittos a gravação original feita com arranjo e violão de Baden, utilizando violão e flauta.
Para nós este elepê confirma o esforço de um artista para manter-se sempre responsável e consequente, compondo e cantando, em relação ao Objetivo de toda a sua obra: diminuir o vácuo existente, e cada vez maior, entee a realidade musical de nosso povo e o comportamento musical da maioria de nossos compositores de agora."
FRANCO PAULINO
obs: o texto é exemplar, mas quero observar que sou também fã do chamados "caricatos" Tonico e Tinoco, mas desgosto do sertanejo moderno, com algumas excessões.
posted by FABIO R |
06:02
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